Os deuses de Kaldheim

Fala galera!!! Caetano aqui novamente para conversarmos um pouco sobre os deuses vikings de Kaldheim, esses seres que tiram seus poderes divinos de um elixir. Será que isso é hidromel, será que é biotônico fontoura ou apenas um bom e velho nescau rico em vitaminas e sais minerais?

Os clãs de deuses

Primeiramente temos que falar que os deuses de Kaldheim e da mitologia Nórdica são bem diferentes do que estamos acostumados em outras coleções, não são entidades onipotentes em suas características que são cultuados por outras raças e tribos como um simbolismo do que podem fazer. Eles caminham entre os mortais e viajam pelos planos em suas próprias aventuras e epopéias, podem ser mortos em combate e tem seus anseios e fraquezas, aproximando-se bastante de algo mais como um tipo de lenda entre os heróis mais fortes e reverenciados de sua mitologia.

Além disso na mitologia nórdica temos dois clãs de deuses, os Vanires e Aesires. Sendo os Vanires os deuses da fertilidade e os Aesires os deuses da guerra, esse paralelo também pode ser traçado entre os deuses antigos e os Skoti de Kaldheim.

Algumas semelhanças

  • Assim como os Skoti tem uma proximidade muito grande com os humanos, os Vanires tem um grau de parentesco com os Elfos, que em Kaldheim eram os antigos deuses;
  • Tanto os Vanires e Aesires como os antigos deuses e Skotis já guerrearam entre si e o clã humano venceu a guerra;
  • Os Vanires e os antigos deuses surgiram antes dos Skotis e dos Aesires;
  • Os Skoti e Aesires tem sua imortalidade garantida por meio de um alimento especial, sendo os Aesires pelas maçãs de Iðunn e os Skotis pelo Elixir Cósmico fabricado por Esika;

E de tanto falar em deuses e deusas você já deve estar curioso para saber quem é quem nesse panteão, então vou colocar aqui abaixo a minha visão dessa correlação entre entidades poderosas visto que não há nenhuma divulgação oficial até o momento.

Alrund, God of the Cosmos
Odin, Deus da Sabedoria

Alrund, God of the Cosmos / Odin, Deus da Guerra e da Sabedoria – Talvez o mais fácil de se identificar graças ao olho faltante e ao corvo em seu ombro, a carta de Alrund mostra outra característica com Odin quando faz uma referência ao seu aumento de poder igual ao número de cartas em sua mão (afinal conhecimento é poder não é mesmo?). Além disso, tanto Alrund como Odin são os líderes dos Skoti e Aesires respectivamente. Seu verso também faz uma alusão a um dos corvos de Odin, Hugin e Munin que vagavam pelos reinos e traziam informações para o Deus, onde no universo de Kaldheim seria dar aquele scry e garantir saber o quem vem nos próximos draws.

Birgi, God of Storytelling
Brabi, Deus da Música e da Poesia

Birgi, God of Storytelling / Bragi, Deus da Música e da Poesia – Os nórdicos sempre foram famosos por se reunirem e declararem e cantarem epopéias dos seus feitos e de outros, normalmente eles evocavam o deus Bragi para dar inspiração, e em Kaldheim parece que a deusa Brigi o faz por conta própria e até fica indignada caso alguém não se interesse pelo que tem a dizer (como vimos ela fazer nesse trecho de lore aqui Link). Sua habilidade de gerar mana é basicamente poder realizar mais feitos mesmo com os poucos recursos que se tem disponível e poder ativar a habilidade de Boast duas vezes no turno faz que mesmo uma criatura simples possa virar uma lenda sobre a influência de Birgi. Seu artefato remete à aquela sensação de “quero mais” que temos quando ouvimos uma história, logo se você descartar uma carta, pode ouvir outras histórias da boca da deusa e quem sabe até pedir um bis.

Cosima, God of the Voyage
Njord, Deus dos mares

Cosima, God of the Voyage / Njord, Deus dos mares – Não é de se estranhar que o deus da viajem seja ligado ao deus dos mares, afinal não tinha Uber em Kaldheim não é mesmo? A habilidade de Cosima também faz uma referência ao fato de os nórdicos viajarem para além das suas fronteiras em busca de tesouros, terras e riquezas, coisa em que Njord era notoriamente conhecido. O verso de sua carta também faz referência à essas incursões náuticas, sendo que você esta praticamente pilhando o topo do deck de seu oponente.

Egon, God of Death
Hella, Deusa da morte

Egon, God of Death / Hella, Deusa da morte – A morte recebe sempre seus visitantes de braços abertos e deles tira sua força, é o que dizem sobre Hella e parece ser verdade sobre Egon também. Faz todo sentido Egon ter toque mortífero como habilidade afinal é o senhor do submundo não é? Além disso, Hella é considerada a deusa nórdica mais forte, nem mesmo Thor ou Odin a desafiava quando em seus domínios e isso se reflete no seu poder bruto 6/6, o maior poder entre os deuses de Kaldheim. Seu verso também é um artefato bem conhecido da senhora de Niflheim, o seu trono chamado de “cama do enfermo” é de onde Hella recebe as almas dos acometidos pela velhice, doença ou penas capitais.

Esika, God of the Tree
Idun, Deusa da Juventude e Bifrost, a Ponte Arco-Íris

Esika, God of the Tree / Idun, Deusa da Juventude e Bifrost, a Ponte Arco-Íris – Aqui temos uma mistura de uma deusa e um lugar que acabaram virando uma coisa só, na verdade um para cada lado da carta de Esika. A frente da carta representa Idun, a deusa da juventude que cultiva as maçãs douradas em seu pomar, maçãs que ela dá aos outros Aesires para que permaneçam jovens e saudáveis para lutarem o Ragnarok quando chegar a hora, ou na visão de Esika, eles ficam vigilantes e exalam poder em forma de mana. No verso temos uma versão da ponte Bifrost, e assim como a ponte permite uma passagem segura dos deuses entre os mundos, a Ponte Prismática concede um caminho rápido e sem perigos de lendas do seu deck para o campo de batalha.

Halvar, God of Battle
Tyr, Deus da Guerra e Heimdall, o Guardião de Asghard

Halvar, God of Battle / Tyr, Deus da Guerra e Heimdall, o Guardião de Asghard – Temos aqui mais um deus dois em um, cada face da carta com sua referência. A frente da carta de Halvar pode ser associado a Tyr, o deus da guerra, o mais corajoso e justo dos Aesires. Tyr perde sua mão direita quando prende o lobo Fenrir da mesma forma que Halvar tem seu amigo Koll assassinado e o item mágico destinado a ele roubado (veja como Tibalt fez isso Link), o deixando de certa forma incompleto, ele também compartilha a gentileza do deus Tyr e a coragem de proteger quem é mais fraco e está indefeso (como vimos no final da lore Link). No verso da carta temos a espada roubada de Halvar que podemos associar a Hofund, a espada do deus Heimdall, o interessante dessa associação é que Havar não tem as mesmas características de Heimdall, porém na lore o deus de Kaldheim se prostra em uma ponte protegendo uma vila de ser atacada assim como o deus nórdico protege Asghard dos invasores na ponte Bifrost, e do mesmo modo que Hofund pode pode ser usada para permitir a passagem ou não dos viajantes pela ponte, Halvar usa sua espada para selar o portal feito por Tibalt.

Jorn, God of Winter
Hoder, o Deus do Inverno

Jorn, God of Winter / Hoder, o Deus do Inverno – Não podemos falar que as coisas ficam mais quentes quando falamos de Jorn e Hoder, ambos tem um poder fora do comum sobre o inverno, sendo Jorn a desvirar suas permanentes nevadas e Hoder sobre o controle das forças da natureza. O mais interessante é que no verso da carta o cajado de Jorn permite que você jogue uma permanente nevada do seu cemitério, e isso se assemelha muito à lenda de que Hoder parte para o mundo dos mortos para trazer seu irmão Balder que morreu de volta à vida.

Kolvori, God of Kinship
Frigga, a Deusa-Mãe

Kolvori, God of Kinship / Frigga, a Deusa-Mãe – Para quem gosta daquele café da tarde reunindo a familia toda, Kolvori e Frigga estão aqui para lembrar que os deuses também gostam da companhia um dos outros. Isso fica mais evidente pelo fato de Kolvori ganhar um bônus quando você controlar mais criaturas lendárias, e se isso for um problema ela ainda pode busca-las para você, assim como Frigga que além dos três próprios filhos ainda acolhe os outros cinco enteados na sua própria casa (imagina cuidar de crianças como Thor e Loki). O verso da carta ainda faz com que as preces de quem roga por Kolvori sejam atendidas quando se reza para trazer um parente, gerando mana para invocar suas criaturas. Outra semelhança entre as duas deusas está na ilustração da carta, pois Kovolri aparece com três animais companheiros, isso ilustra as três assistentes de Frigga, Hlín (deusa da proteção), Gná (deusa dos mensageiros), e Fulla (deusa da fertilidade).

Reidane, God of the Worthy
Baldur, Deus da Beleza

Reidane, God of the Worthy / Baldur, Deus da Beleza – Quando a beleza se torna sua força é bom você deixar a maquiagem sempre à mão. Esteticamente Reidane e Baldur pouco se parecem, ela tem asas e Baldur era o deus mais popular em Asghard, mas eles tem algo bem interessante em comum, ambos se protegem de uma maneira magnífica. Tanto a frente como o verso da carta de Reidane dão aquela forcinha na hora de atrasar o oponente, a frente faz com que ele precise de mais mana para gerar suas mágicas mais fortes e o verso te protege muito bem de pequenas ameaças. Muito similar a isso era a proteção que Baldur tinha, onde sua mãe Frigga fez com que todos os seres vivos jurassem não machucar Baldur e todos por gostarem muito do deus aceitaram de bom grado, Frigga apenas se esqueceu de pedir isso ao visco, uma planta da qual Loki fez a flecha que matou Baldur (afinal nunca estamos a salvos de tudo não é?).

Tergrid, God of Fright
Vidar, Deus da Vingança

Tergrid, God of Fright / Vidar, Deus da Vingança – Esses dois deuses também poderiam ser os deuses da reciclagem, ambos tem uma similaridade interessante quando se trata de se aproveitar do que foi descartado. No caso de Tergrid ela se aproveita dos descartes e sacrifícios do oponente para seu proveito, assim como Vidar se aproveitava dos restos de couro descartados pelos sapateiros para melhorar os próprios sapatos, que por fim o ajudaram a derrotar Fenrir e vingar Odin no Ragnarok.

Toralf, God of Fury
Thor, Deus do Trovão

Toralf, God of Fury / Thor, Deus do Trovão – Esquentado e com um martelo meio torto? Esses são Toralf e Thor! Ambos os deuses considerados dentre os mais fortes dos respectivos panteões, a fúria de ambos é colossal. A fúria de Toralf faz com que qualquer dano que não seja de combate trespasse para qualquer outra permanente, assim como a força de Thor o ajudou a derrotar um clã inteiro de gigantes por terem roubado seu martelo e foi capaz de fisgar a própria serpente dos mundos em uma pescaria. Ambos também possuem um martelo mágico que arremessam contra seus inimigos e depois voltam para a mão de seus donos, e do mesmo modo que o Mjölnir só poder ser usado pelos dignos, o martelo de Toralf só concede bônus ás criaturas lendárias.

Valki, God of Lies
Loki, Deus da Trapaça

Valki, God of Lies / Loki, Deus da Trapaça – Se toda a família tem uma ovelha negra, o tio do pavê e o bully, bom… os deuses têm Valki e Loki para compensar. Enganadores e ardilosos ambos os deuses têm a mania de se disfarçar e assumir o lugar de outras pessoas, isso fica evidente pela habilidade de Valki e pelas histórias de Loki que já chegou a se disfarçar de dama de companhia, salmão e égua. O verso da carta mostra que até o deus das mentiras pode ser enganado e Tibalt faz exatamente isso com Valki, assumindo seu lugar. Tibalt tem a habilidade de jogar cartas exiladas por ele mesmo, roubando e tirando vantagem das suas vítimas, assim como Loki fazia com quem era alvo das suas trapaças e brincadeiras.

Embora não tenha tanta informação disponível para traçar perfis bem elaborados dos deuses de Kaldheim, as cartas por si só falam muito e tendo a mitologia nórdica como uma guia para isso é fácil e divertido imaginar como os deuses se comportam no dia a dia e quais são as histórias contadas dos seus feitos.

Espero que tenham curtido esse comparativo e se você tem uma opinião diferente ou acha que esqueci de alguma coisa, pode falar comigo pelas redes sociais que eu vou gostar muito de saber e conversar com quem gosta do assunto. Vocês podem me encontrar em:

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Fico por aqui e até a próxima postagem, falou galera, TCHAU!